Mais uma tragédia assola o sudeste asiático

por Japão em Foco em 8 de maio de 2008


No último sábado ,dia 3 de abril,um ciclone de nome Nargis, devastou Mianmar,país do sudeste da Ásia, com 678,500 km², dividido em sete estados (Chin, Kachin, Kayin, Kayah, Mon, Rakhine e Shan). É banhado pelo Mar de Andaman e Baía de Bengala (ambos do Oceano Índico), entre o Bangladesh e a Tailândia.
Segundo os números oficiais do governo de Mianmar, o ciclone Nargis deixou 22.980 mortos e 42.119 desaparecidos, assim como 1.383 feridos.
O ciclone Nargis deixou cerca de 1 milhão de desabrigados, segundo informou nesta quarta-feira (7) as Nações Unidas.
O número de mortos podem chegar a 100 mil ,segundo a embaixado dos Estados Unidos em Mianmar.
De acordo com a agência de notícias France Presse, a diplomata acrescentou que segundo uma fonte do governo de Mianmar, que não identificou, “95% dos edifícios desapareceram” na área do delta.
O cenário pós-Nargis é aterrador, como corpos sendo jogados nos rios, áreas de cultivo alagadas, escassez de combustível, casas em escombros.
A TV Mianmar, fonte oficial de notícias sobre danos e vítimas, não atualizou os dados de terça-feira, que davam conta de 22.464 mortos e 41.054 desaparecidos. O Nargis foi o ciclone mais devastador na Ásia desde 1991, quando uma tempestade matou 143 mil pessoas em Bangladesh.
Veja a notícia do ciclone de Bangladesh no G1

Assista à notícia do Ciclone Nargis em Mianmar:

Mianmar, palco de conflitos políticos e religiosos

Em setembro do ano passado ,Mianmar virou notícia internacional, após ter reprimido violentamente uma manifestação de oposicionistas que saíram às ruas indignados com o aumento do combustível no país de 53 milhões de pessoas. Aliás, repressão é algo bastante recorrente para a população de uma das nações mais pobres do mundo, cuja renda per capita anual é de apenas 225 dólares, enquanto membros da junta militar que governa Burma durante os últimos 45 anos vive de maneira nababesca.
O conflito se deu por causa do aumento abusivo do combústivel e produtos de primeira necessidade como arroz e óleo.
Com isso, a população, com a ajuda dos monges, saem as ruas em protesto.
Mianmar é regido pela ditadura.Não existe mídia independente em Mianmar, nem impressa, nem eletrônica. Os únicos dois diários existentes são controlados pelo governo. Qualquer comunicação está sob censura, mesmo Internet. Só poucas organizações têm acesso à rede, e ainda assim muito controlado. A maior parte dos provedores, como Hotmail e Yahoo, não podem ser acessados. Se alguém tentar, aparece a escrita: “Site proibido”.
Atualmente, o mundo ocidental começa a fazer uma pressão internacional para que os burmeses possam viver num regime de liberdade política, a exemplo do que vem sendo feito com o governo do Sudão, no caso do genocídio étnico que está ocorrendo em Darfur. Muitos líderes da oposição vivem em outros países, na condição de asilados políticos, sobretudo na vizinha Tailândia.
No país de quase 53 milhões de habitantes,aproximadamente 500 mil são formados por monges que eventualmente são uma segunda força naquele país, atrás apenas do Exército. As crianças vão estudar nos monastérios para fugir da miséria. Mianmar é um país pobre e antigamente, se chamava Birmânia. Parece ter sido colonizado pela Inglaterra. Rússia e China mantêm negócios militares com Mianmar. Os primeiros querem vender reatores nucleares para a ditadura que governa o país há 45 anos. Em troca de quê? Petróleo e gás, em abundância no subsolo de Mianmar.

*à dir.Estátua de Buda que marca o triângulo formado pelas regiões costeiras da Tailândia, Mianmar e Laos

Fótografo japonês morre no conflito
*Fotos tiradas em Yangun mostravam o repórter japonês no chão durante uma manifestação e com um soldado birmanês apontando um fuzil contra ele

O fotojornalista, que morreu durante os protestos em Mianmar contra a ditadura militar, foi identificado como Kenji Nagai, de 50 anos.
Fotos tiradas em Yangun mostravam o repórter japonês no chão durante uma manifestação e com um soldado birmanês apontando um fuzil contra ele.
Kenji Nagai estava acostumado a cobrir conflitos e tinha trabalhado nas guerras do Iraque e Afeganistão.O jornalista, trabalhava para a agência japonesa “AFP News”. Com uma pequena câmera, ele gravava os protestos contra a Junta Militar birmanesa em Yangun quando foi atingido pelos tiros dos soldados que dispersavam os manifestantes.

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{ 3 comentários… leia abaixo ouadicionar um }

grazyelly 17 de março de 2011 às 21:09

me sinto mal pq ñ tenho cm ajuda vcs :cry:

bielyy 21 de março de 2011 às 17:48

gente eu tanbemm :cry:
mas vou pedir a deus que tenha nuita piedade de vcss
ta :!: ;-) :?:

ingrid makauskas aragao araujo 28 de março de 2011 às 9:05

ola para tds; vi os acontecimentos eu vou enviar 30.000 ai para o japao
tenho certeza q deus vai ajudar e tds q perderam parentes ;filhos e etc vam ter muiita saude e amor pq nao vam voltar mais mais tem a propria
vida para cuidar tds vao ter muitas saude e deus vai ajudar e vcs vao viver muito q deus sabe e deus concegue td de bom
bjssss
ingrid

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