Japão lidera ranking mundial de turismo em 2026 e consolida sua posição entre os destinos mais desejados

Turismo no Japão

Japão lidera o ranking mundial de turismo em 2026 após receber 42,7 milhões de visitantes em 2025. Veja os desafios do turismo excessivo.

O Japão conquistou o primeiro lugar entre os melhores países do mundo para viagens e turismo em 2026, segundo o Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo do Fórum Econômico Mundial.

O resultado reforça a posição do país como um dos destinos mais desejados internacionalmente, impulsionado pela combinação de segurança, infraestrutura, patrimônio cultural, transporte eficiente e diversidade de experiências.

O desempenho japonês ocorre em um momento de expansão do turismo internacional. De acordo com os dados apresentados no relatório, as chegadas de turistas internacionais em todo o mundo atingiram a marca recorde de 1,5 bilhão em 2025.

No mesmo ano, o Japão recebeu aproximadamente 42,7 milhões de visitantes estrangeiros, estabelecendo um novo recorde de entrada de turistas.

A popularidade do país também se reflete em Tóquio, que ganhou destaque em rankings internacionais de cidades e passou a atrair ainda mais atenção entre os viajantes jovens.

Entretanto, o crescimento acelerado do turismo traz desafios relacionados à concentração de visitantes, à preservação de áreas históricas e à qualidade de vida dos moradores.

Japão supera destinos tradicionais e assume a liderança mundial

Turismo no JapãoImagem: depositphotos

O Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo de 2026, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, avalia as condições que permitem aos países desenvolver um setor turístico competitivo e sustentável.

Na edição de 2026, o Japão aparece na primeira posição, à frente de destinos tradicionais da Europa e da América do Norte. O resultado representa uma subida de duas posições em relação à edição anterior, conforme os dados divulgados no texto de referência.

O ranking dos dez países mais bem colocados é o seguinte:

1º Japão
2° Estados Unidos
3° Espanha
4° Austrália
5° França
6° Alemanha
7° Reino Unido
8° China
9° Suíça
10° Itália

A liderança japonesa demonstra que o sucesso de um destino turístico não depende apenas de monumentos famosos ou paisagens naturais.

A qualidade dos serviços, a facilidade de deslocamento, a diversidade cultural e as condições gerais para receber visitantes também desempenham um papel importante.

O Japão reúne grandes metrópoles, vilarejos históricos, montanhas, praias, fontes termais, gastronomia regional e festivais tradicionais.

Essa variedade permite que o país atenda a diferentes perfis de viajantes, desde aqueles interessados em tecnologia e cultura pop até os que procuram templos, trilhas e experiências tradicionais.

Tóquio ganha destaque entre as melhores cidades do mundo

Tóquio a capital doTurismo no Japão Imagem: depositphotos

Tóquio também figurou entre as dez melhores cidades do mundo em 2025 e foi apontada como a melhor cidade do mundo para a Geração Z naquele ano. O reconhecimento destaca a capacidade da capital de combinar tradição e modernidade em uma mesma experiência urbana.

Em Tóquio, templos históricos e jardins tradicionais convivem com bairros conhecidos pela moda, pela música, pelos videogames e pela cultura pop.

Regiões como Shibuya, Shinjuku, Harajuku e Akihabara oferecem experiências muito diferentes, contribuindo para a imagem da cidade como um destino dinâmico e diversificado.

Para os viajantes mais jovens, a capital oferece ainda uma ampla variedade de cafés temáticos, lojas especializadas, eventos culturais, restaurantes e espaços dedicados ao entretenimento.

Esse apelo, somado à conectividade internacional e à rede de transporte público, ajuda a explicar por que Tóquio continua ocupando um lugar de destaque no cenário turístico mundial.

O turismo internacional bate recorde e amplia a pressão sobre os destinos

O avanço do Japão acontece em meio a uma expansão global do setor.

O relatório de 2026 do Fórum Econômico Mundial registra que as chegadas internacionais alcançaram 1,5 bilhão em 2025, um aumento de 5% em relação a 2024 e de 4,4% em comparação com 2019, antes da pandemia.

No Japão, o recorde de 42,7 milhões de visitantes internacionais em 2025 foi acompanhado por gastos estimados em US$ 59,7 bilhões, equivalentes a aproximadamente ¥ 9,5 trilhões.

Os números evidenciam a importância econômica do turismo para hotéis, restaurantes, transportes, comércio e atrações culturais. Entretanto, o crescimento também pressiona a infraestrutura das cidades mais procuradas.

Em destinos como Quioto e Tóquio, a concentração de visitantes em bairros históricos, estações e pontos turísticos pode provocar congestionamentos, filas, ruído e dificuldades para os moradores realizarem atividades cotidianas.

Esse fenômeno, frequentemente chamado de overtourism ou turismo excessivo, tornou-se um dos principais desafios para o planejamento turístico japonês.

A questão não é apenas receber mais viajantes, mas administrar a demanda para que os benefícios econômicos não comprometam a preservação cultural, o ambiente e a qualidade de vida das comunidades locais.

Quioto aumenta o imposto sobre hospedagem para enfrentar os custos do turismo

Turistas visitam o famoso templo budista Kiyomizu-dera em KyotoImagem: depositphotos

Uma das medidas adotadas para lidar com os custos associados ao turismo foi a revisão do imposto sobre hospedagem em Quioto, em vigor desde 1º de março de 2026.

O tributo é cobrado por pessoa, por noite, conforme o valor da hospedagem. A arrecadação é destinada a iniciativas de promoção turística, desenvolvimento urbano e melhoria das condições para moradores e visitantes.

Com a mudança, os valores passaram a seguir estas faixas:

Preço da hospedagem por pessoa, por noite Imposto em vigor desde março de 2026
Menos de ¥ 6.000 ¥ 200
De ¥ 6.000 a menos de ¥ 20.000 ¥ 400
De ¥ 20.000 a menos de ¥ 50.000 ¥ 1.000
De ¥ 50.000 a menos de ¥ 100.000 ¥ 4.000
¥ 100.000 ou mais ¥ 10.000
Fonte: Guia Oficial da Cidade de Quioto. O cálculo considera a tarifa de hospedagem por pessoa e por noite, conforme as regras municipais.

A mudança elevou principalmente a tributação das hospedagens de preço mais alto. Para quem planeja viajar ao Japão, é importante verificar se o imposto está incluído na tarifa anunciada ou se será cobrado separadamente no estabelecimento.

A medida também reflete uma preocupação mais ampla: fazer com que o financiamento da infraestrutura turística acompanhe o volume de visitantes e os custos associados à manutenção da cidade.

Japão quer levar turistas para além de Tóquio, Quioto e Osaka

Kochi, Shikoku, Japão skyline centro da cidade ao entardecerKochi, Shikoku, Japão. Imagem: depositphotos

Para reduzir a concentração de turistas nos destinos mais conhecidos, a Organização Nacional de Turismo do Japão (JNTO) tem promovido localidades regionais e incentivado visitantes estrangeiros a explorar outras partes do arquipélago.

A estratégia busca distribuir melhor os benefícios econômicos das viagens, estimular negócios locais e ampliar a permanência dos visitantes em diferentes regiões.

O Fórum Econômico Mundial aponta essa diversificação como um dos fatores que contribuíram para o desempenho japonês no índice de 2026.

Em vez de concentrar todo o roteiro no chamado circuito dourado — tradicionalmente associado a Tóquio, Quioto e Osaka —, os viajantes podem descobrir destinos como:

– Tohoku: região do nordeste japonês conhecida por montanhas, lagos, fontes termais e festivais tradicionais.
– Shikoku: ilha com trilhas de peregrinação, pequenas cidades, litoral e paisagens rurais.
– San’in: região do oeste do Japão com santuários, castelos, fontes termais e áreas costeiras.
– Kyushu: ilha com vulcões, águas termais, gastronomia regional e cidades históricas.

A expansão do turismo regional, contudo, exige investimentos em transporte, sinalização, hospedagem e serviços em outros idiomas. A distribuição de visitantes só será efetiva se os destinos tiverem condições de recebê-los e se as comunidades locais participarem do planejamento.

Cultura ganha importância na escolha dos destinos turísticos

turismo em KyotoImagem: depositphotos

Um dos dados de destaque do Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo de 2026 é o avanço do interesse pelos recursos culturais.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, esse indicador registrou crescimento de 9,6% entre 2024 e 2026, o maior avanço entre os 17 pilares avaliados pelo estudo.

O resultado reforça a importância do patrimônio histórico, das tradições, da gastronomia e das experiências culturais para a competitividade dos destinos.

No Japão, essa diversidade aparece em diferentes formas: cerimônias do chá, festivais tradicionais (matsuri), artesanato, caligrafia, culinária regional, arquitetura histórica e práticas religiosas preservadas ao longo de gerações.

A cultura também ultrapassa os monumentos mais conhecidos.

Participar de uma oficina de cerâmica, conhecer uma pequena cidade histórica ou visitar um festival local pode proporcionar contato com tradições que dificilmente seriam descobertas em roteiros limitados às grandes metrópoles.

Esse interesse cria oportunidades para comunidades regionais, artesãos, pequenos restaurantes e estabelecimentos familiares.

Ao mesmo tempo, exige cuidado para que as atividades turísticas respeitem os costumes locais e não transformem manifestações culturais em experiências descontextualizadas.

O que o ranking revela sobre o futuro do turismo no Japão?

A liderança japonesa no índice de 2026 representa um reconhecimento das condições oferecidas pelo país para o desenvolvimento do turismo.

Segurança, infraestrutura de transportes, patrimônio cultural e capacidade de atrair visitantes de diferentes perfis ajudam a explicar sua posição de destaque.

Mas o recorde de turistas também evidencia que o sucesso do setor traz responsabilidades. O desafio será conciliar a geração de renda e empregos com a conservação do patrimônio, a distribuição dos visitantes e o bem-estar das comunidades.

A promoção de destinos regionais, a melhoria dos serviços e as de medidas de gestão turística serão decisivos para que o crescimento seja sustentável nos próximos anos.

Para os brasileiros interessados em conhecer o Japão, o momento também oferece uma oportunidade: ampliar o roteiro para além das cidades mais famosas e descobrir regiões onde a natureza, a gastronomia e as tradições locais revelam outras facetas do país.

O Japão ocupa o topo do ranking mundial de turismo em 2026, mas a continuidade desse sucesso dependerá não apenas de quantas pessoas visitam o arquipélago, e sim de como essa presença será administrada.

Imagem do topo: depositphotos

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Sou apaixonada pelo Japão e sua cultura. Resolvi criar esse blog com o intuito de fazer com que mais e mais pessoas conheçam essa cultura tão rica, incrível e fascinante!

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