A verdadeira história de Hachiko


Hachiko, um exemplo de lealdade

Hachiko, símbolo eterno da lealdade canina

Baseado no filme japonês Hachiko Monogatari de 1987, o remake americano Sempre ao seu lado retrata a história de Hachiko, um cão da raça Akita, e sobre sua amizade e lealdade a seu dono. O mais comovente é saber que esse cão tão fiel realmente existiu e sua história se tornou tão popular que Hachiko ganhou até uma estátua feita em bronze em frente a estação de Shibuya, em Tóquio.

História de Hachiko

Hachiko foi um cão da raça Akita, que viveu por 12 anos no Japão. Um ano depois de seu nascimento em 10 de novembro de 1923 em Odate (na província de Akita no Japão), ele foi trazido para Tóquio por seu proprietário.

Hidesaburo Ueno era um professor da Universidade de Tóquio e se deslocava para o trabalho todos os dias de trem. Um dia Hachiko acompanhou seu dono até a estação e à partir desse dia, passou a acompanhá-lo todos os dias de manhã e à tarde, ele ia sozinho e esperava pacientemente seu dono para voltarem juntos para casa.

Assim foi a rotina do Dr. Hidesaburo Ueno e seu fiel companheiro até que em 25 de maio de 1925, quando Hachiko tinha 18 meses de idade, seu mestre não voltou.

O cão esperou, como fazia todos os dias, às quatro horas da tarde, sem saber que seu mestre havia sofrido um derrame fatal e faleceu no local do trabalho.

Hachi – Esperança de reencontrar seu dono

Logo após a morte de seu mestre, Hachiko foi entregue aos familiares do professor para ser cuidado, mas Hachiko constantemente escapava e voltava para sua antiga casa para esperar o professor.

Eventualmente, Hachiko percebeu que seu mestre já não morava lá e então retornou para a estação de trem.

Passou a ir todos os dias, sempre com a esperança de encontrar seu dono, dentre os passageiros apressados que saiam da estação.

Transeuntes e funcionários da estação ficaram sensibilizados com o gesto de devoção do cão e começaram a trazer petiscos e alimentos para Hachiko.

Mas apesar da fama que ganhou, sua vida pouco mudou. Passaram-se dias, meses, anos, mesmo com sol, chuva, neve, lá estava Hachiko na estação de Shibuya esperando pelo Professor Ueno, para voltarem juntos para casa.

Em 1929, Hachikō contraiu um caso grave de sarna, que quase o matou. Devido aos anos passados nas ruas, ele estava magro e com feridas das brigas com outros cães.

Uma de suas orelhas já não se levantava mais, e ele já estava com uma aparência miserável, não parecendo mais com a figura sadia e forte de tempos atrás, podendo até ser confundido com qualquer cão mestiço.

Com o passar dos anos, Hachiko envelheceu, tornando-se vulnerável às doenças, uma delas era a dirofilariose, um verme que ataca o coração.

Morte de Hachiko

Foto tirada durante o funeral de Hachikō em 8 de março de 1934

Foto tirada durante o funeral de Hachikō em 8 de março de 1934

Durante quase dez anos, Hachiko apareceu todas as tardes, às quatro horas, até que em 08 de março de 1934, Hachi que já estava com quase 12 anos, foi encontrado morto no mesmo local, onde passara tantas horas à espera de seu mestre.

Sua morte ganhou as páginas dos principais jornais japoneses e muitas pessoas ficaram inconsoláveis com a notícia. Um dia de luto foi declarado.

As contribuições choveram de todo o país para homenagear o cão que conquistou o coração da nação japonesa. Com o dinheiro das doações, contrataram o Escultor Takeshi Ando para criar uma estátua de bronze de Hachiko para simbolizar a fidelidade e lealdade lendária do cão.

Ela foi colocada no local exato onde Hachiko tinha esperado por tanto tempo.
O corpo de Hachiko foi empalhado e está exposto no Museu Nacional da Ciência do Japão em Ueno, Tóquio. Seus restos mortais foram enterrados ao lado do túmulo do seu dono.

Depois de alguns anos, o Japão estava em guerra, e todo o metal disponível era derretido para fazer armas. Nem mesmo a estátua de Hachiko foi poupado.

No entanto, depois da guerra, em 1948, Teru Ando, filho do escultor original, esculpiu uma nova estátua de Hachiko, e esse permanece até hoje na estação de Shibuya. Em 2004, uma outra estátua dele foi colocada na frente do Akita Dog Museu em Odate, cidade natal de Hachiko.

Hachiko – Símbolo de lealdade e amizade

A história do Akita Hachiko se tornou tão popular como um símbolo da lealdade, que sua imagem foi usada em diversas propagandas que difundiam o fanatismo nacionalista que levaram o país a Segunda Guerra Mundial e seu exemplo até hoje é ensinado às crianças por pais e educadores nas escolas.

Sua história já virou filmes, animes, livros e em todos eles é impossível não chorar ou pelo menos se comover com a história desse cão, símbolo de lealdade e devoção ao seu dono. Todos os anos em 8 de Abril, acontece uma cerimônia na estação de Shibuya, onde centenas de amantes de cães aparecem para honrar a memória de Hachiko e sua lealdade.

estátua de Hachiko em Shibuya

Todos que passam pela estação de Shibuya, em Tóquio, podem ver e comover-se com a imponente estátua de Hachiko, erguida em sua memória, eternizando a história de paixão e lealdade incomparável desse cão por seu dono.

A efígie, esculpida em bronze e que repousa sobre um pedestal de granito, ergue-se como uma silenciosa prova do lugar ocupado pelos Akitas na história cultural e social do Japão.

Trailler do filme de 1987 – Hachiko Monogatari


Pra quem se interessou em assistir o filme original Hachiko Monogatari, o Youtube disponibilizou o link com o filme completo. >>Assista aqui.

Trailler do remake de 2009 – Sempre ao seu lado

Quer Aprender Japonês?

57 Comentários

  1. a historia foi muito emocianante,achei muito lindo o Amor envolvido entre Hachiko e o seu dono rs,apenas tenho 14 anos de idade e já posso dizer que sou bem aventureira mas isso nã vem o caso mas o que eu quero dizer que um dia vou encontra essa estatua do Hachiko na estação de Shibuya…

  2. Pingback: Nova estátua em homenagem à Hachiko | Curiosidades do Japão

  3. Pingback: A história de Mari e seus três filhotes | Curiosidades do Japão

  4. Q tristi noss ???❤

  5. Mto triste eu assistir o filme e chorei é bonito mais é mto triste ?????❤❤❤❤

  6. Maria Eliana Moreira

    Tenho um Akita Inu, não consigo expressar em palavras o que sinto por ele.
    No dia 03 de dezembro ele vai completar 10 anos.
    Ele veio para a minha vida em um momento muito difícil, foi após o falecimento do meu marido, o meu filho me deu tentando diminuir a minha tristeza,
    Me apeguei, está raça é muito amorosa, mas detalhe… o meu é só com os donos.
    Com os estranhos ele é muito bravo, já passei vários sustos, por ele ser muito bonito chama muito a atenção e as pessoas querem tocar nele, ele não aceita carinho de estranhos.
    É um excelente cão de guarda, amigo e companheiro.

  7. Não tem como não se emocionar com essa história. Verdadeira lição de lealdade ao ser humano.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *