Adoção Internacional de Crianças Japonesas

Estrangeiros podem adotar crianças japonesas?

Ontem eu comentei algumas curiosidades sobre Adoção de Crianças Japonesas. Ficou ainda alguns fatos curiosos que eu gostaria de compartilhar com vocês. Como comentei no outro post, a adoção de bebês ou crianças não é uma prática tão comum no Japão, se formos comparar com outros países como Brasil e Estados Unidos.

Esse fato veio à tona, especialmente após o terremoto e tsunami de 2011, na qual centenas de crianças ficaram órfãs. “Choveu” gente de toda parte do mundo (especialmente dos EUA) querendo adotar um pequeno órfão japonês, achando que seria moleza como foi após o terremoto no Haiti, onde cerca de 1.090 crianças foram adotadas somente por americanos.

A sociedade japonesa, avessa a ideia de adoção não viu com bons olhos a enxurrada de e-mails com pedidos de adoção, muitos dizendo assim: “Eu quero uma menina, com menos de 6 meses de idade e que seja saudável“. Segundo Tazuru Ogawa, diretor da Agência Japonesa de Adoção, esse tipo de e-mail trouxe bastante desconforto para os japoneses.

como adotar uma criança no Japão

Não tem como comparar o Japão com o Haiti, pois são opostos não só economicamente como culturalmente. No Haiti por exemplo, a grande demanda de adoções foi necessário pois o país não tinha estrutura social para cuidar desses pequenos órfãos. Já no Japão é diferente. Primeiro por se tratar de uma nação rica, que se julga capaz de cuidar dos “seus filhos”. Segundo porque com a baixa natalidade, não seria uma boa ideia deixar “seus filhos” irem embora do país.

Adoções internacionais geralmente só acontecem em último caso. Normalmente, as crianças órfãs são adotadas por parentes, ou nos piores casos vivem em instituições até que completem a maioridade. Existe ainda o pensamento de que as crianças sofrerão preconceitos por não ter o mesmo sangue dos pais adotivos.

Os japoneses dão grande importância ao DNA e à linhagem genética das famílias e por isso veem a adoção como um rompimento, um vínculo que será quebrado para sempre. Por isso, eles preferem que as crianças fiquem em instituições afim de manter intacta sua árvore genealógica.

É difícil adotar uma criança no Japão?

Existem cerca de 400 Orfanatos espalhados por todo arquipélago japonês onde vivem mais de 30 mil crianças que em tese poderiam ser adotadas por casais japoneses e estrangeiros. Desse total, em média 300 foram adotadas por japoneses e apenas cerca de 30 crianças foram adotadas por estrangeiros (dados de 2010).

E mesmo com uma sociedade avessa a adoções, cerca de 7.000 casais japoneses entraram com pedido de adoção entre os anos de 2006 e 2009 e enfrentam uma série de barreiras culturais e jurídicas para conseguirem adotar uma criança, que por outro lado também necessita do amor e dos cuidados de uma família de carne e osso.

Enfim, se tá difícil até para os casais japoneses adotarem, imagina então estrangeiros. Não que seja impossível, mas se um casal estrangeiro quer realmente adotar uma criança japonesa, terá que ser muito paciente, pois é um processo que pode levar muito tempo. Existe também uma outra forma de adoção sem muita burocracia em que a criança vai morar com uma família sem ser adotada legalmente.

Adoção internacional de crianças japonesas

Embora esse método seja mais simples, tem baixa procura. Segundo estatísticas do Ministério do Bem Estar, em 2008 havia apenas 3.611 crianças que viviam em lares adotivos sob esse regime. No caso de adoção legal, existem dois tipos:

Regular (a criança não perde laços parentais com sua família biológica) e Especial (para menores de 6 anos) que é a mais indicada para adoções internacionais.

No caso de brasileiros que querem adotar crianças japonesas, uma opção seria entrar em contato com o Hospital Fukuda em Kumamoto, pois este hospital tem um projeto humanitário que incentiva a adoção de crianças, especialmente aquelas que foram rejeitadas pelos pais ou que sofreram abusos e maus tratos.

Bom, no próximo post vou falar de um outro tipo de adoção que é muito comum no Japão, bastante inusitada por sinal, cujos laços consanguíneos não desempenham um papel importante. Espero que tenham gostado do post de hoje. 😉

Referências: Fox News, Japan Times

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9 Comentários

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  2. Marisa Kiyuna

    Conheci uma brasileira que tirou cidadania japonesa pra poder adotar um menino com deficiência mental e motora japonesa que provavelmente foi abandonado pelos pais.Uma história muito bonita.

  3. Margot

    Nossa meu sonho é adotar um casal de japonesinhos

  4. ketllin

    Adotar um garotinho japones desde bebezinho é uma coisa que só no pensar me deixa muito feliz…é algo que nos ultimos tempos venho pensando como seria especial amar e cuidar de uma criança japoneza desde piquenininho e ver crescelo com muito carinho e felicidade … espero que um dia eu consiga realizar meus sonhos..

  5. Rose Rodrigues Alves

    Gostaria muito de ter uma bebe japonesa ou chinesa menor de 6 meses Qto mais nova melhor

  6. Lucimara

    Meu marido é nissey e eu sou brasileira, gostaria muito de ter um casal de japonês, amaria de ter como meus filhos, é o meu sonho

  7. avelino do nascimento

    Tmviva silva tens temas muito agradavel goatei do tema interssante agora fiquei mais badalado com cultura japonesa mais uma coisa que eu quero saber silvia. Como ê a vida de um estrangeiro que casa com uma japonesa quaus sao od preconceitos.

  8. Regina Akemi

    Parabéns pela matéria ,gostaria de saber se é possível adotar um bebê morando aqui no Brasil,somos descentes de japoneses, gostaria muito de saber.

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