Massacre de Kantō: Os boatos que levaram a uma onda de assassinatos contra coreanos em 1923

Massacre de Kanto

Entenda o Massacre de Kantō de 1923, quando milhares de coreanos e chineses foram perseguidos e mortos após o Grande Terremoto de Kantō.

Quando o Grande Terremoto de Kantō atingiu o Japão em 1º de setembro de 1923, Tóquio, Yokohama e várias cidades vizinhas mergulharam em uma situação de destruição, incêndios, falta de informações e pânico.

Mas a tragédia não terminou quando os tremores diminuíram.

Nos dias seguintes, espalharam-se pela região de Kantō rumores falsos de que coreanos estavam provocando incêndios, envenenando poços, saqueando propriedades ou planejando uma revolta.

Em meio ao caos, essas informações sem fundamento transformaram uma população já traumatizada em alvo de uma onda de perseguições.

O resultado foi um dos episódios mais sombrios da história moderna do Japão: o chamado Massacre de Kantō, ou massacre de coreanos após o Grande Terremoto de Kantō (Kantō Daishinsai Chōsenjin Gyakusatsu).

Coreanos foram assassinados por grupos de civis, integrantes de milícias locais, policiais e militares. Chineses também foram vítimas, assim como japoneses que foram confundidos com coreanos ou que pertenciam a grupos políticos considerados subversivos.

O número exato de mortos continua sendo objeto de investigação e debate, mas não há dúvida de que ocorreram assassinatos em massa nos dias que se seguiram ao terremoto.

O próprio relatório do Conselho Central de Gestão de Desastres do governo japonês sobre as lições do terremoto registra a ocorrência de numerosos episódios de violência e afirma que o número exato de vítimas não pode ser determinado.

O que foi o Massacre de Kantō?

O termo Massacre de Kantō é utilizado para designar uma série de assassinatos cometidos principalmente contra coreanos nos dias e semanas posteriores ao terremoto de 1923.

A violência não aconteceu em um único local nem foi um episódio isolado. Ela ocorreu em diferentes partes da região de Kantō, incluindo Tóquio, Yokohama, Chiba, Saitama, Kanagawa, Gunma e outras localidades atingidas pelo desastre.

Os principais alvos foram os coreanos que viviam no Japão, então súditos do Império Japonês porque a Coreia estava sob domínio colonial japonês desde 1910.

Também foram mortos chineses e japoneses.

Pesquisas acadêmicas e coleções documentais preservadas pela Biblioteca Nacional da Dieta do Japão registram uma extensa documentação sobre os massacres, incluindo relatos de testemunhas, documentos administrativos, reportagens e estudos posteriores.

Como começaram os rumores?

Um dos aspectos mais importantes para compreender o massacre é justamente a história dos rumores.

Pouco depois do terremoto começaram a circular afirmações de que coreanos estariam:

● provocando incêndios deliberadamente;
● envenenando poços;
● atacando japoneses;
● saqueando casas;
● preparando uma revolta;
● praticando outros atos criminosos.

Essas acusações eram, em grande parte, falsas.

O problema foi que, em uma sociedade devastada pelo desastre, com linhas de comunicação interrompidas e milhares de pessoas deslocadas, rumores podiam se espalhar rapidamente.

Pesquisas históricas demonstram que as autoridades também desempenharam um papel importante na circulação dessas informações.

Um estudo de Kenji Hasegawa sobre os acontecimentos em Yokohama concluiu que os rumores foram reforçados por ordens transmitidas por canais policiais, mobilizando policiais e grupos de vigilantes contra a população coreana.

Outro estudo acadêmico baseado em documentos governamentais aponta que mensagens do Ministério do Interior contribuíram para disseminar a ideia de que coreanos poderiam estar envolvidos em distúrbios e incêndios.

O papel da polícia, do Exército e das milícias

Massacre de Kanto: Coreanos sendo escoltados pela cavalaria do exército. Coreanos sendo escoltados pela cavalaria do exército. Imagem: globe.asahi.com

Um dos aspectos mais controversos do episódio é a participação das autoridades. É importante fazer uma distinção.

Não se tratou simplesmente de uma multidão espontânea atacando estrangeiros sem qualquer envolvimento das instituições públicas.

Existem documentos históricos indicando que policiais e militares participaram diretamente de alguns assassinatos, enquanto autoridades também contribuíram para criar ou disseminar um ambiente de suspeita.

O relatório do governo japonês sobre as lições do terremoto registra que militares e policiais, durante determinado período, contribuíram para a transmissão de rumores e que ocorreram assassinatos de coreanos por integrantes das forças armadas.

Documentos militares preservados em arquivos japoneses também registram episódios em que coreanos foram mortos por soldados.

Uma questão particularmente importante é que o governo japonês contemporâneo não adotou uma posição oficial que reconheça responsabilidade estatal pelo massacre.

Em respostas parlamentares, o governo afirmou que não encontrou, em sua investigação, registros dentro do governo que permitissem confirmar a participação governamental nos termos questionados.

Isso, porém, não significa que historiadores considerem inexistentes os documentos sobre a violência. Ao contrário: existe uma extensa documentação sobre os assassinatos e sobre a atuação de autoridades, polícia, militares e grupos de vigilantes.

Por que os coreanos foram transformados em alvo?

Para entender o massacre é necessário olhar para o contexto anterior ao terremoto.

Desde a anexação da Coreia pelo Japão, em 1910, milhares de coreanos passaram a viver no arquipélago japonês.

A população coreana era alvo de forte discriminação social e política. O Movimento Primeiro de Março de 1919, uma grande mobilização pela independência da Coreia, também havia aumentado a preocupação das autoridades japonesas com movimentos anticoloniais.

Nesse ambiente, propagandas e discursos que apresentavam determinados coreanos como “perigosos” ou “subversivos” já circulavam antes de 1923.

Quando o terremoto provocou o colapso das estruturas de comunicação e segurança, antigos preconceitos encontraram uma situação de pânico coletivo.

A combinação foi devastadora: preconceito + rumores + medo + ausência de informações confiáveis + violência organizada.

Pesquisas acadêmicas sobre o período mostram justamente como a expressão pejorativa utilizada pelas autoridades para caracterizar certos coreanos como “criminosos” ou “subversivos” ajudou a construir uma imagem social que facilitou a perseguição.

Os “vigilantes” e os bastões nas ruas

Massacre de Kanto: Um grupo de autodefesa armado com lanças de bambu Um grupo de autodefesa armado com lanças de bambu. Imagem: Wikimedia Commons

Um dos elementos mais conhecidos do massacre foi a formação de grupos de vigilantes, conhecidos em japonês como jikeidan (自警団). Em várias comunidades, moradores organizaram postos de controle e patrulhas para supostamente proteger os bairros.

Na prática, alguns desses grupos passaram a procurar pessoas consideradas suspeitas.

Uma das formas utilizadas para identificar coreanos teria sido exigir que pessoas pronunciassem determinadas palavras japonesas ou respondessem a perguntas que exploravam diferenças de pronúncia.

Quem apresentasse sotaque ou dificuldades linguísticas poderia ser considerado coreano. Esse tipo de procedimento transformou características linguísticas em uma espécie de “teste de identidade” e colocou milhares de pessoas em risco.

Documentos e estudos posteriores registraram diversos casos de violência praticada por esses grupos. A pesquisa acadêmica sobre Yokohama, por exemplo, demonstra como policiais e vigilantes chegaram a atuar conjuntamente em operações contra coreanos.

O massacre também atingiu chineses

Embora os coreanos tenham sido o principal grupo alvo, eles não foram as únicas vítimas. Chineses também foram assassinados.

Pesquisas históricas recentes dedicaram atenção específica aos assassinatos de imigrantes chineses durante o mesmo período.

Um estudo publicado na revista Japanese Studies analisa justamente a matança em massa de chineses ocorrida paralelamente ao massacre de coreanos.

A violência também atingiu japoneses

Japoneses também foram assassinadas porque foram confundidas com coreanos. Outros por serem militantes socialistas, anarquistas, sindicalistas ou outras pessoas consideradas politicamente perigosas.

Um dos episódios ficou conhecido como o Massacre da Vila Fukuda onde os vigilantes assassinaram 9 cidadãos japoneses que vinham de Kagawa, incluindo mulheres grávidas e crianças, após confundi-los com imigrantes coreanos devido ao dialeto que falavam.

Por décadas, esse fato permaneceu como um tabu histórico no Japão, omitido dos livros escolares e só ganhou grande projeção nacional recentemente, em setembro de 2023, com o lançamento do aclamado filme “Fukuda-mura 1923”, dirigido por Tatsuya Mori, que jogou luz sobre os perigos do preconceito e do nacionalismo cego em tempos de crise.

Outros episódios conhecidos foram o Incidente de Kameido, no qual trabalhadores e ativistas políticos foram mortos pelas forças de segurança após o terremoto e o assassinato do anarquista Ōsugi Sakae, de sua companheira Itō Noe e do sobrinho de Ōsugi por militares, em um episódio que ficou conhecido como Incidente de Amakasu.

A violência pós-terremoto portanto não foi composta por um único tipo de perseguição. Ela combinou xenofobia, colonialismo, preconceito étnico e repressão política.

Quantas pessoas foram mortas?

Essa é uma das perguntas mais difíceis pois não existe consenso sobre um número exato de vítimas.

Ao longo do século XX, diferentes estimativas foram apresentadas. Algumas fontes e organizações mencionam o número de 6.660 coreanos mortos.

Uma publicação comemorativa dos 100 anos do massacre citou uma estimativa de aproximadamente 6 mil vítimas coreanas durante as três semanas em que a violência durou, porém também destacou que o número exato permanece desconhecido.

O relatório do Conselho Central de Gestão de Desastres do Japão adota uma formulação mais cautelosa: afirma que o número preciso não pode ser determinado e estima que as mortes por assassinatos corresponderam a 1% a alguns por cento do total de mortos no terremoto.

O que aconteceu depois?

À medida que a situação começou a se estabilizar, as autoridades perceberam que os rumores sobre uma suposta revolta coreana não correspondiam à realidade. O governo passou a tentar conter a circulação das informações falsas.

Curiosamente, isso criou uma situação contraditória. As próprias autoridades que haviam ajudado a criar um clima de suspeita passaram posteriormente a tentar impedir a disseminação de rumores e a proteger a população coreana.

Estudos históricos mostram que foram divulgados avisos públicos contra a perseguição de coreanos e que o governo tentou impedir que a violência continuasse. Entretanto, o dano já havia sido enorme: milhares de pessoas haviam sido perseguidas, feridas ou mortas.

Houve punição aos responsáveis?

Sim, alguns responsáveis foram levados aos tribunais, entretanto, as punições foram consideradas brandas em relação à dimensão da violência.

A questão da responsabilização tornou-se posteriormente um dos pontos centrais do debate histórico. A discussão não envolve apenas identificar quem segurou uma arma ou participou diretamente de um assassinato. Também envolve questões como:

● quem disseminou os rumores;
● quem ordenou medidas de vigilância;
● quem criou o ambiente de suspeita;
● qual foi o papel da polícia;
● qual foi o papel do Exército;
● como as autoridades reagiram aos massacres;
● por que os responsáveis foram tão pouco punidos;
● e por que o episódio permaneceu durante décadas relativamente ausente do discurso público.

A tentativa de esconder ou minimizar os acontecimentos

Outro aspecto importante da história é a maneira como os massacres foram tratados posteriormente. O assunto não desapareceu completamente.

Existiram jornais, testemunhas, pesquisadores, organizações coreanas e famílias de vítimas que continuaram a preservar os relatos, além de uma quantidade significativa de documentação histórica sobre o Massacre de Kanto.

A Biblioteca Nacional da Dieta do Japão por exemplo possui atualmente diversas obras e coleções dedicadas ao tema, incluindo estudos sobre os massacres, documentos administrativos, relatos de crianças e compilações de reportagens da época.

Apesar disso, pelo 10º ano consecutivo, o governo de Tóquio se recusou a enviar uma carta de condolências para a cerimônia anual que homenageia especificamente os coreanos assassinados em 1923, alimentando as tensões diplomáticas entre os dois países.

Lei Especial para a Investigação do Massacre de Kanto

A Lei Especial para a Investigação do Massacre de Kanto é uma iniciativa legislativa da Coreia do Sul que visa criar um mecanismo jurídico oficial para descobrir a verdade, identificar as vítimas e restaurar a honra dos milhares de coreanos assassinados por milícias e forças estatais no Japão após o Grande Terremoto de 1923.

Projetos para essa lei especial começaram a tramitar de forma mais intensa a partir de 2022 e 2023, impulsionados pelo centenário do desastre e por mais de 40 organizações da sociedade civil unidas na Comissão de Comemoração do Centenário.

Apesar da urgência da Coreia do Sul em aprovar e executar a lei especial, ela esbarra na contínua evasão de Tóquio, que mantém a linha oficial de que “não possui registros internos governamentais que possam comprovar os fatos e a escala do massacre”.

O massacre e a memória histórica no Japão

Mais de um século depois, o Massacre de Kantō continua sendo um assunto delicado. Existe uma diferença importante entre reconhecer que os assassinatos ocorreram e discutir qual foi exatamente o grau de responsabilidade das instituições do Estado.

A primeira questão é amplamente documentada. A segunda continua sendo objeto de intenso debate político e historiográfico.

Em 2018, por exemplo, o governo japonês declarou ao Parlamento que, após sua investigação, não havia encontrado dentro do governo registros que permitissem confirmar a participação estatal nos termos questionados.

Ao mesmo tempo, documentos históricos utilizados por pesquisadores e pelo próprio debate parlamentar registram assassinatos cometidos por militares e a disseminação de informações falsas por órgãos públicos. Isso explica por que o tema permanece controverso.

O que o Grande Terremoto de Kantō ensina sobre desastres?

Talvez uma das maiores lições desse episódio ultrapasse a história japonesa. Desastres naturais produzem medo e quando as instituições entram em colapso, as pessoas procuram explicações rápidas para aquilo que não conseguem compreender.

Em 1923, a ausência de comunicação confiável permitiu que rumores se transformassem em “verdades” para muitas pessoas. O problema não foi apenas a existência de boatos. Foi a transformação desses boatos em justificativa para a violência.

Essa é uma das razões pelas quais o episódio continua sendo estudado por especialistas em história, comunicação, sociologia e gestão de desastres.

O relatório do governo japonês sobre o terremoto de 1923 destaca justamente a necessidade de aprender com o passado, incluindo o perigo de rumores e da associação equivocada entre um desastre natural e supostas ameaças de grupos específicos.

Uma tragédia que começou depois do terremoto

Coreanos detidos no Quartel de Narashino, na província de ChibaCoreanos detidos no Quartel de Narashino, na província de Chiba. Imagem: globe.asahi.com

Quando pensamos no Grande Terremoto de Kantō, normalmente lembramos dos prédios destruídos, dos incêndios gigantescos, das ruas devastadas e das milhares de pessoas que perderam suas casas. Mas existe uma segunda tragédia.

Ela aconteceu quando o medo produzido pelo desastre foi direcionado contra pessoas que já eram vítimas de preconceito. O terremoto foi um fenômeno natural. O massacre não foi.

Terremotos podem destruir cidades, provocar incêndios e modificar paisagens. Mas a decisão de perseguir, prender, torturar ou matar pessoas é uma ação humana.

O Massacre de Kantō mostra como uma sociedade traumatizada pode se tornar ainda mais perigosa quando rumores são apresentados como fatos, minorias são transformadas em bodes expiatórios e o medo substitui a verificação das informações.

Mais de cem anos depois, a memória dessas vítimas continua sendo parte fundamental da história do Japão e da relação histórica entre Japão, Coreia e China.

Conhecer esse episódio não significa apenas olhar para o passado. Significa compreender como a desinformação, o preconceito e o medo podem transformar uma emergência humanitária em uma tragédia ainda maior.

Curiosidades sobre o Massacre de Kantō

1. O massacre aconteceu depois de um dos maiores desastres naturais da história japonesa

O Grande Terremoto de Kantō ocorreu em 1º de setembro de 1923, destruindo grande parte de Tóquio e Yokohama.

2. Os rumores começaram praticamente imediatamente

As falsas acusações contra coreanos circularam enquanto a população ainda enfrentava incêndios, destruição e falta de comunicação.

3. Poços de água foram associados aos rumores

Uma das acusações mais famosas dizia que coreanos estariam colocando veneno nos poços, mas não havia fundamento para essa acusação.

4. Os coreanos eram súditos do Império Japonês

Como a Coreia havia sido anexada pelo Japão em 1910, os coreanos residentes no arquipélago estavam sob domínio colonial japonês.

5. Chineses também foram assassinados

A violência não se limitou à população coreana. Pesquisas acadêmicas documentam massacres de imigrantes chineses.

6. Japoneses também foram vítimas

Alguns japoneses foram mortos por serem confundidos com coreanos. Outros foram perseguidos por suas posições políticas.

7. Existiram grupos de vigilantes

Os chamados jikeidan foram formados em várias comunidades e alguns participaram diretamente da violência.

8. Policiais e militares também estiveram envolvidos

Há documentação histórica sobre assassinatos praticados por membros das forças de segurança.

9. O número de vítimas permanece desconhecido

Estimativas variam consideravelmente. Por isso, historiadores evitam tratar uma única cifra como definitiva.

10. O assunto continua controverso

A existência dos massacres é amplamente documentada, mas o grau de responsabilidade direta do Estado japonês continua sendo objeto de debate político e historiográfico.

11. A Biblioteca Nacional da Dieta possui uma extensa documentação

Existem livros, documentos administrativos, testemunhos, reportagens e estudos acadêmicos catalogados pela instituição japonesa.

12. O episódio completa mais de um século

O massacre ocorreu em setembro de 1923. Em 2023, o Japão e outros países marcaram o centenário do terremoto e dos massacres.

Massacre de Kantō: por que lembrar?

O Massacre de Kantō revela que uma catástrofe natural pode desencadear uma segunda crise quando informações falsas, preconceitos étnicos e medo coletivo passam a orientar o comportamento das pessoas.

Por isso, a memória do episódio não diz respeito apenas aos coreanos, chineses ou japoneses que morreram em 1923. Ela também possui uma dimensão universal.

Em qualquer desastre — terremoto, tsunami, pandemia, guerra ou acidente de grandes proporções — a informação pode salvar vidas, porém a desinformação também pode matar.

O legado mais importante de 1923 talvez seja justamente esse: em uma situação de emergência, verificar uma informação antes de agir pode ser uma questão de vida ou morte.

Imagem do topo: china.hani.co.kr,
Demais imagens: globe.asahi.com

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Sou apaixonada pelo Japão e sua cultura. Resolvi criar esse blog com o intuito de fazer com que mais e mais pessoas conheçam essa cultura tão rica, incrível e fascinante!

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