12 Filmes Sobre Samurais Que Você Precisa Assistir!


12 filmes sobre samurais para você assistir

Jidaigeki (時代劇) é o nome em japonês dado aos doramas históricos ou filmes de época, na maioria das vezes retratando o período Edo da história japonesa, de 1603 a 1868. Esses tipos de doramas ou filmes são também chamados de filmes Chambara (チャンバラ), que significa “luta de espadas” ou ken geki (剣戟), que significa “filme de sabre”.

No Japão, esses tipos de filmes e doramas são muito populares. O gênero Chambara teve início no final da década de 1920, com obras como Chuji tabi nikki (1927), onde foram adicionadas técnicas dinâmicas de edição e iluminações especiais através de dispositivos como o flash da lâmina sob o luar para proporcionar mais dramaticidade às cenas.

Após a Segunda Guerra Mundial, a ocupação americana restringiu os filmes que promoviam valores feudais, mas assim que a ocupação evadiu-se em 1952, abriu-se o caminho para a era de ouro do filme samurai que ao longo da década seguinte, passou a representar mais de um terço da produção anual da indústria local com cerca de 500 títulos.

Filmes baseados em figuras lendárias como Musashi Miyamoto ou Chuji Kunisada permitiram aos cineastas reinterpretar as tradições tradicionais. Diretores como Akira Kurosawa, Kenji Mizoguchi e Hiroshi Inagaki cravaram seus nomes no cinema japonês com seus filmes de época japoneses. Mergulhe no passado histórico e heroico do Japão com alguns dos principais clássicos do cinema japonês que abordam a vida dos guerreiros samurais.

12. A trilogia Samurai (1954-56)

A trilogia Samurai, dirigida por Hiroshi Inagaki e estrelada por Toshiro Mifune, foi baseada no romance de Eiji Yoshikawa, publicado de forma seriada entre 1935 e 1939. O autor estudou registros históricos e se baseou nos próprios escritos de Musashi Miyamoto para contar a história desse que foi um dos maiores heróis da cultura popular japonesa.

I: Samurai: o Guerreiro Dominante (1954)

Sinopse: Durante a guerra civil que toma o país no século XVII, o jovem Miyamoto sonha com a glória militar, mas acaba se tornando um fugitivo. Sua vida muda quando é salvo por um monge, que lhe ensinará o caminho da espada para se tornar um samurai.

II: Morte no Templo Ichijoji (1955)

Sinopse: Após anos em busca do aprimoramento espiritual, seguindo os princípios do Bushido (“o caminho do guerreiro”), Musashi retorna à Kyoto, para desafiar o líder da melhor escola de espadachins da região. E tem seu amor disputado pela leal Otsu e pela traiçoeira Akemi.

III: Duelo na Ilha Ganryujima (1956)

Sinopse: Musashi aceita travar um duelo final com o seu maior rival, Sasaki Kojiro. No ano em que se prepara para o maior duelo de sua vida, decide viver como camponês. Nesse período, seu amor continua a ser disputado por Otsu e Akemi.

11. Aragami (2003)

Ryuhei Kitamura, diretor dos filmes Azumi (2003) e Godzilla: Final Wars (2004), já teve um desafio lançado pelo também cineasta Yukihiko Tsutsumi: Quem pode fazer o melhor filme com dois atores, em um cenário, em menos de uma semana?

A entrada de Kitamura para o “Duel Project” foi Aragami, um horror sobrenatural bizarro onde um samurai descobre um templo isolado e deve lutar contra o lendário samurai Miyamoto Musashi, que vive como o imortal Aragami, o “deus da batalha”.

Sinopse: Fugindo de seus inimigos e bastante feridos, dois samurais chegam ao mesmo tempo a um templo na montanha. Um deles acorda curado, é informado de que seu amigo morreu e descobre que a única forma de sair dali é derrotando um monstro terrível.

10. Kozure Ôkami (1980)

Shogun Assassin ou Kozure Ökami é um filme japonês de 1980, do gênero chambara baseado no mangá Lobo Solitário do autor Kazuo Koike e ilustrador Goseki Kojima, sendo amplamente reconhecido como um trabalho importante e influente na cultura pop japonesa.

O filme Shogun Assassin inspirou Quentin Tarantino a fazer Kill Bill. Dirigido por Robert Houson, Shogun Assassin certamente preserva os surtos arteriais hiper-realistas e a violência esmagadora dos originais, mas perde os momentos de silêncio Zen.

Sinopse: O enredo gira em torno de Ogami Ittō, ex-carrasco do Shogun que desonrado por falsas acusações do clã Yagyū, ele é forçado a tomar o caminho do assassino. Junto com seu filho Daigorō, de três anos de idade, Ogami Ittō tenta se vingar do clã Yagyū.

9. Harakiri (1962)

Harakiri é um filme de drama japonês de 1962 dirigido por Masaki Kobayashi e escrito por Shinobu Hashimoto, baseado em Ibunronin ki de Yasuhiko Takiguchi. Estrelado por Shima Iwashita, Akira Ishihama e Yoshio Inaba, venceu o Prêmio do Júri do Festival de Cannes.

Sinopse: No século 17, o Japão não está mais em guerra e o país é administrado com firmeza. Hanshiro Tsugumo (Tatsuya Nakadai), um samurai desempregado, bate à porta da poderosa dinastia Ii. Recebido por Kageyu Saitô (Rentarô Mikuni), o diretor do clã, Tsugumo lhe pede permissão de cometer suicídio por harakiri em sua residência.

Na tentativa de dissuadi-lo, Saitô lhe conta a história de Motome Chijiwa (Akira Ishihama), um antigo samurai que desejava cumprir o mesmo ritual. O filme é bastante impressionante, fazendo uso impressionante das peculiaridades da arquitetura japonesa.

8. Jûsan-nin no Shikaku (2010)

Com o título em português como “13 Assassinos” e em inglês como “13 Assassins”, este filme foi dirigido por Takashi Miike já foi apontado como um “Quentin Tarantino oriental”. O cineasta japonês tem um estilo próprio, apesar de dividir com o americano o gosto pela violência estética. Mesmo assim, é pouco para enquadrarmos no mesmo tipo de cinema.

Em 13 Assassinos, Miike presta quase que uma homenagem ao mais cultuado diretor do Japão: Akira Kurosawa. Claramente inspirado no clássico Os Sete Samurais, o filme apresenta uma visão tradicional sobre honra e justiça, algo comum no cinema japonês.

Sinopse: Um veterano guerreiro chamado Shinzaemon Shimada reúne mais doze guerreiros para se unirem a ele em uma missão suicida que irá assassinar o tirano cruel e impiedoso Naritsugu Matsudaira (Goro Inagaki), que está acima da lei por ser irmão do Shogun.

7. O Espadachim Cego: Zatoichi (2003)

Dirigido por Takeshi Kitano, Zatoichi foi baseado no romance de 1962 do novelista Kan Shimozawa. Por este filme, Kitano ganhou o Leão de Prata de Melhor Diretor. Embalada pela trilha sonora de Keiichi Suzuki, este filme é um renascimento do clássico Zatoichi Monogatari, uma série de 26 filmes que foram exibidos no Japão entre 1962 e 1989.

Sinopse: Zatoichi é um mestre espadachim cego que chega a um vilarejo dividido por gangues em guerra, e se propõe a proteger o povo da cidade. Agora, ele deverá enfrentar inúmeros inimigos que cruzarão seu caminho até encarar o chefão do crime.

6. Tasogare Seibei (2002)

Com o título em português como “O Samurai do Entardecer” e título em inglês como “Twilight Samurai”, este filme foi dirigido e escrito por Yôji Yamada. Foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro na edição de 2003, representando o Japão.

Sinopse: À medida que a era feudal do Japão chega ao fim, um samurai viúvo experimenta dificuldades para equilibrar duas filhas pequenas, uma mãe idosa, a lealdade dos clãs e o repentino reaparecimento de sua namorada de infância.

5. Dai-bosatsu Tōge (1966)

Com o título em português como “A Espada da Maldição” e inglês como “The Sword of Doom”, este filme jidaigeki de 1966 foi dirigido por Kihachi Okamoto, estrelado por Tatsuya Nakadai e baseado no romance em série do mesmo título escrito pela novelista Kaizan Nakazato.

Sinopse: Tatsuya Nakadai interpreta um samurai errante cuja existência violenta gera um final violento. Quando uma luta de exibição com esgrima é agendada, a esposa de um de seus oponentes implora a Ryunosuke para desistir, oferecendo-se a ele e prometendo lealdade. Ryunosuke aceita a proposta, mas mesmo assim mata o marido dela na competição.

Depois disso, Ryunosuke passa a ser perseguido pelo irmão do homem assassinado. O jovem irado vai treinar com Shimada, um mestre em esgrimas. A questão agora é quem irá vencer o próximo combate e saber o destino desse samurai sem compaixão ou escrúpulos.

4. Kagemusha (1980)

Kagemusha, a Sombra do Samurai, dirigido por Akira Kurosawa recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1980 além de ter sido indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Akira Kurosawa não é apenas um dos diretores mais prolíficos de todos os tempos: ele também é responsável pelos melhores filmes de samurai que existe na atualidade.

Sinopse: No século 16, quando poderosos líderes de clãs concorriam pelo controle do Japão, um ladrão condenado com uma estranha semelhança com um deles é usado como seu dublê. Quando o líder do clã morre, o ladrão é obrigado a assumir seu lugar.

3. Kakushi Toride no San Akunin (1958)

Com o título em português como “A Fortaleza Escondida” e em inglês como “The Hidden Fortress”, este é outro filme clássico dirigido por Akira Kurosawa, sendo estrelado por Toshirō Mifune e Misa Uehara. Este é o primeiro filme de Kurosawa filmado em Widescreen, com a tecnologia Tohoscope. Kurosawa usou a tecnologia durante uma década em seus filmes.

George Lucas admitiu que Kakushi toride no san akunin o influenciou na criação de Star Wars (Guerra nas Estrelas), principalmente pela técnica de contar o filme pela visão de dois personagens coadjuvantes (no caso, C-3PO e R2-D2 em “Star Wars” e os dois camponeses que escoltam uma princesa feudal pelo território inimigo, em “A Fortaleza Escondida”.

Sinopse: Durante o Japão do século XVI, a caminho de casa, um poderoso homem escolta uma bela princesa fugitiva em meio ao território inimigo. Em sua viagem cruzam dois medrosos fazendeiros, que estão tentando retornar para casa depois de fugirem da Guerra Feudal.

2. Kumonosu-jō (1957)

Com título em português como “Trono Manchado de Sangue” e em inglês como “Throne of Blood”, este filme é outro clássico dirigido por Akira Kurosawa, que transpôs a obra Macbeth de William Shakespeare para o Período Sengoku japonês, sendo considerado, pelo crítico literário Harold Bloom como a melhor adaptação cinematográfica de Macbeth.

Sinopse: As guerras civis sacodem o país. Dois valentes samurais, os generais Washizu Taketori (Toshirō Mifune) e Miki (Minoru Chiaki), regressam aos seus domínios depois de uma batalha vitoriosa. No caminho, uma misteriosa senhora profetiza o futuro de Washizu Taketori: o guerreiro se converterá no Senhor do Castelo do Norte.

1. Shichinin no Samurai (1954)

Com título em português como “Os Sete Samurais” e em inglês como “Seven Samurai”, este clássico de Akira Kurosawa, indiscutivelmente é uma de suas maiores obra-primas do cinema, maravilhosamente executada e merecidamente venerada na cultura popular japonesa.

O monumental conto de heroísmo e humanismo de Akira Kurosawa, ambientado no final do século XVI durante o Período dos Estados Guerreiros sem lei, é o trabalho mais famoso do diretor. Foi ganhador do prêmio Leão de Prata no Festival de Veneza e influenciador de muitos outros conhecidos diretores, como por exemplo Quentin Tarantino.

Sinopse: Um samurai atende a um pedido de proteção contra bandidos à uma vila japonesa. Ele convida outros seis samurais para ajudá-lo a ensinar às pessoas a como se defenderem sozinhas. No entanto, uma grande batalha acontece quando 40 bandidos atacam a vila.

E aí? O que achou das nossas dicas de filmes sobre samurais? Já assistiu a algum deles? Gostaria de indicar outros que não estão nessa lista? Comente abaixo! 🙂

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