Seijin no Hi (成人の日) – Dia da Maioridade no Japão
Seijinshiki – Cerimônia da Maioridade no Japão
O Seijin Shiki ou Seijin no Hi (成人の日) é um feriado onde se comemora o Dia da Maioridade no Japão. Até 1999, esse evento acontecia sempre no dia 15 de janeiro, mas à partir de 2000 houve uma mudança no calendário e a cerimônia passou a ser na 2° segunda feira de janeiro.
Neste dia, homens e mulheres que fizeram 20 anos à partir de 2 de abril do ano anterior ou que farão até 1 de abril no ano vigente são declarados adultos, ganham novos direitos e ficam aptos à uma série de responsabilidades e deveres.
Origem do Seijin no Hi
Segundo consta, a origem da comemoração ocorreu por volta de 714 dC, quando um jovem príncipe vestiu roupas novas e um penteado especial para que sua passagem para a vida adulta não passasse batido.
Porém nessa época, a idade adulta era outra. Para você ter uma ideia por exemplo, durante o Período Edo, 1603-1868, os meninos se tornavam adultos aos 15 anos e as meninas aos 13 anos.
Foi somente à partir de 1876, que a idade adulta oficial foi fixado em 20 anos e foi declarado Feriado Nacional pelo governo japonês em 1948, se tornando em um dos eventos mais solenes, tradicionais e significativos do Japão.

Veja também:
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• Yakudoshi – As idades consideradas de azar no Japão
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Homenagem pela passagem para a fase adulta
Seijin no Hi é um Nippon no Saijitsu, ou seja, é um feriado nacional e é uma data muito importante para os jovens japoneses pois significa a transição da idade juvenil para a adulta.
Nesse dia órgãos governamentais, escolas e alguns comércios não funcionam. Todos os jovens que completaram ou completarão 20 anos, são convidados a participar de uma cerimônia civil em comemoração à passagem para a vida adulta.
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As moças geralmente usam na cerimônia, quimonos finos de seda, geralmente em cores vivas e “estilo furisode” (mangas que balançam), estilo de quimono com mangas longas verticais, usada somente em eventos importantes.
Como em janeiro, o clima é de inverno, é comum as moças usarem estolas de fios sintéticos, geralmente na cor branca para se protegerem do frio.
Já os rapazes, também usam roupas tradicionais (hakama e haori), geralmente na cor preta e MON (brasão da família). Devido à influência ocidental, alguns jovens preferem se vestir com ternos pretos e gravatas ao invés da roupa tradicional japonesa. O que é uma pena, se observarmos pelo ponto de vista cultural.


Hoje em dia, o governo dá muito incentivo ao Seijin no Hi e um dos principais motivo é a baixa taxa de natalidade no Japão. Desta forma, o governo japonês financia grande parte da cerimônia, que é bastante cara. Os jovens muitas vezes, alugam ou emprestam de parentes, as roupas para a cerimônia, já que comprar é bastante complicado devido ao preço elevado das roupas formais e tradicionais.
Um quimono por exemplo, pode chegar a custar mais de 10 mil dólares. Já para alugar o custo pode variar de 500 dólares a 1000 dólares, dependendo de onde se mora, já que nas regiões metropolitanas o custo é mais alto. Em algumas lojas especializadas é possível pagar o aluguel de um quimono e uma foto em stúdio por cerca de ¥ 50.000 a ¥ 180.000 (800 a 3 mil reais).
Os jovens, especialmente, as meninas, passam horas no salão para se maquiarem, fazerem o penteado e até para vestir-se, já que a grande maioria não está habituada a usar quimono com frequência e para vestir-se com um é necessário uma ajudinha extra de pessoas veteranas.

Direitos, deveres, responsabilidades…
Durante a cerimônia, que geralmente ocorre pela manhã, os “novos adultos” ganham pequenos presentes e ainda recebem uma quantia em dinheiro, dado pelo governo japonês. Neste dia são feitos palestras direcionados aos jovens adultos, sobre seus novos direitos, deveres e responsabilidades terão à partir de agora.
Ao serem oficialmente considerados adultos perante à sociedade, esses jovens ganharão direitos como casar, votar, comprar cigarros e bebidas alcoólicas, morar sozinho, comprar casa ou carro. Mas muito mais do que isso, ser adulto significa também estar apto a tomar decisões perante os obstáculos da vida.
E também a ter sábias escolhas em relação ao futuro e à profissão que escolher. Afinal ser adulto é ser responsável e cumprir com todas as suas obrigações perante à sociedade. Como no Japão, a ligação com a espiritualidade é muito grande, faz parte da tradição, os jovens se dirigirem aos templos e Santuários para serem abençoados e para terem sorte nessa nova fase da vida.

Após a cerimônia, os jovens adultos costumam se reunir em grupos, vão à festas ou saem para beber. Seijin no Hi é o dia onde podemos nos deslumbrar com o desfile de belas moças em seus belos quimonos, seja nas ruas ou interiores de estações e templos. Podemos ouvir o toc toc incessante do zori, sandália tradicional japonesa usado pelas moças, assim como o andar desajeitado de algumas que não estão muito habituadas ao uso dessa sandália, que me parece um tanto desconfortável.
Enfim, um dia de grande exaustão, porém de muita festa e felicidade para os jovens japoneses. É dia de confraternização, de tirar muitas fotos que ficarão para a posteridade. Afinal, neste dia se tornam oficialmente adultos.
Seijin Shiki é com certeza o dia que ficará marcado pra sempre no coração e nas lembranças de cada jovem cidadão japonês!
Vídeos de cerimônia Seijin Shiki
Texto originalmente escrito em 14 de janeiro de 2012
Deve ser difícil as novas obrigações que ganham, mas faz parte da vida né.
Acho muito legal vê o pessoal de Kimono, também acho uma pena ternos ao invés de hakama e haori. Apesar da ocidentalização, acho incrível que muitos costumes consigam sobreviver ao tempo.
Abraços!
Oi Douglas!
Concordo com você em gênero, número e grau. Vamos torcer para que o Japão jamais perca suas raízes tradicionalíssimas, pois embora eu ame o Japão moderno, não há nada mais inspirador do que as antigas tradições japonesas. Abraços!
Olá! Em 1992 a FIAT lançou o Tempra e a trilha sonora era uma música japonesa muito dinâmica. Gostaria de saber o nome da música e do artista.
Será que vocês poderiam me ajudar?
Grato,
Maurício.
uau bem diferente da realidade brasileira