Governo Japonês pode desativar Usina de Fukushima


Fukushima usina

Apesar de haver alguns progressos na tentativa de resfriar e controlar os danos aos reatores nucleares, autoridades japonesas acham que a crise nuclear ainda está longe de terminar .

Após vários testes foram descobertos água e vegetais contaminados por radiação na região da Fukushima. Os testes também detectaram quantidades excessivas de elementos radioativos em crisântemos e outros vegetais.

O espinafre tinha até 27 vezes mais iodo radioativo do que o permitido pelo Japão, embora as autoridades do país digam que isso ainda não seja perigoso para a saúde humana. Mas, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica, a ingestão pode provocar, sim, danos à saúde, a curto prazo. As autoridades também pedem que os moradores da região não bebam água da torneira, pois foi detectado iodo radioativo acima do normal.

Em coletiva de imprensa, Yukio Edano declarou que “Considerando com objetividade a situação da central, penso que parece evidente que a usina de Fukushima Daiichi (Nº 1) não está em condições de voltar a funcionar” no entanto também disse que essa decisão não cabe somente aos governantes, já que a central é administrada pela empresa privada Tokyo Electric Power (Tepco).

A empresa Tepco ainda não confirmou sobre possível desativação da Usina, porém à dois dias atrás, o diretor executivo da empresa, Akio Komori, em entrevista coletiva, pediu desculpas pelo acidente ocorrido na central nuclear de Fukushima. “Peço desculpas sinceras aos refugiados. A situação permanece crítica. Prometemos a nossa dedicação máxima”

Ao ser perguntado sobre a possível desativação da usina nuclear, ele afirmou que a questão não foi discutida ainda pela diretoria da empresa. Mas não descartou a possibilidade de aplicar essa medida sobre os reatores 1, 2 e 3, que foram submetidos “ao último recurso de injetar a água do mar no contêiner”.
Os seis reatores da central ficaram danificados pelo terremoto de 9 graus de magnitude, o mais potente já registrado no Japão, seguido de tsunami, porém os reatores 1,2 e 3 são os que mais estão oferecendo perigo.

Efeitos do excesso de radiação no organismo:

Riscos da radiação

Usina De Chernobyl na Ucrânia

Usina de Chernobyl

Usina de Chernobyl

Localizada na costa, a cerca de 250 km de Tóquio, Fukushima 1 foi construída nos anos 1970 e é uma das mais antigas do Japão. Se ela for totalmente desativada, pode vir a se tornar como um grande Museu ao ar livre, assim como a Usina de Chernobyl que recebe curiosos e turistas do mundo inteiro.
Hoje em dia quase ninguem mais vive lá, virou praticamente uma “cidade fantasma”.

Chernobyl foi o pior desastre acontecido até hoje na história.
O inesperado aconteceu no dia 26 de abril de 1986. A radiação que vazou do reator número 4 foi 200 vezes maior do que a das bombas de Hiroshima e Nagasaki juntas.

A vila dos operários Prypyat, onde viviam 48 mil pessoas só foram informadas do acidente e dos riscos por causa do vazamento de radiação 30 horas depois. Para a maioria, tarde demais.
As crianças, mais vulneráveis, contraíram vários tipos de câncer. Nos dez primeiros anos após o desastre, o índice de mortalidade infantil na Ucrânia, atribuída à radiação, chegava a 6 por dia.

A usina que explodiu por causa de uma falha no sistema de refrigeração está agora selada para sempre sob uma gigantesca armação de chumbo, granito e concreto. É o chamado “sarcófago”. Mas os efeitos da radiação, embora minimizados com o passar dos anos, continuam sendo uma ameaça.
Técnicos da comissão de energia atômica da Ucrânia descobriram que parte da radiação se infiltrou na terra e atingiu importantes lençóis de água que formam os principais rios do país.

Visitar Chernobyl não é simplesmente um passeio pelo palco de uma tragédia que custou as vidas de, pelo menos, 80 mil pessoas. É uma viagem a um passado recente, que pode ajudar o homem a planejar melhor o presente para evitar desgraças semelhantes no futuro.

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